Como dá pra perceber do post anterior, fui pra Sorocaba. Estudei bem menos do que devia (agora tô aqui pensando como vou me safar) e arranquei bem mais carrapatos dos cachorros do que eu queria.
Também vi minhas sobrinhas, que estão ficando bochechudas e mais e mais fofas! Vi minha tia também, e meus irmãos e meus pais, claro, se eu fui pra Sorocaba.
Na sexta, andei com os cachorros e vi novela e não pensei em nada e comecei a ler "Previsivelmente irracional".
Até que realizei bem, não fosse não ter estudado tudo o que eu devia!!!!!!!!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Sorocaba
Fazia tempo que eu não ia pra Sorocaba. Fazia mais tempo ainda que eu não dormia em Sorocaba. Como estou sem o marido, fiquei em Sorocaba, na casa dos meus pais, e dormi no quarto que um dia foi meu de sábado pra domingo e domingo pra segunda.
Meus pais foram de São Paulo para Sorocaba quando eu tinha uns 6 meses, portanto, sou mais sorocabana do que paulistana, apesar de que durante a adolescência eu adoraaaaaava falar que era de São Paulo, capital! Adolescência, né?
Na verdade, acho que eu e minha família passamos a maior parte das nossas vidas na Castelo Branco: Sorocaba-SP-Sorocaba-SP-Sorocaba-SP-Sorocaba....como disse um dia meu dentista: "cêis vão pra São Paulo como se fossem pra hóóórta".
Fui muito feliz em Sorocaba. Meus grandes amigos até hoje são de lá, apesar de não morarem mais na cidade. Mas foi lá que aprendi o que são laços de amizade, ou melhor, nós de amizade!
Estudei no mesmo colégio dos 9 meses de idade até os 14 anos. O colégio era pequeno e todo mundo se conhecia: alunos, pais de alunos, professores e funcionários. A minha sensação era mesmo de uma grande família. Várias professoras foram mesmo minhas confidentes: souberam do primeiro amor, primeiro beijo, primeira dor. Várias me deram conselhos.
O Colégio Véritas me viu chegar de fralda, com uma mãe desesperada por deixar sua única filhinha na escola, acompanhou a chegada e o crescimento dos meus irmãos, e 14 anos depois me viu sair com dor no coração. A maior parte dos meus colegas teve a mesma trajetória.
Vários professores moram até hoje no meu coração: Dona Ângela (Português), Maraísa (História), Hosana (professora da segunda série), Dona Marília (ccordenadora pedagógica), Valéria (Matemática). E tinha também o Leco e a Jane da cantina, que faziam um misto quente inigualável!
Do Véritas fomos todos para o Anglo. Foram, com certeza, os anos mais divertidos da minha vida. Eu não estudei nada de nada nesses 3 anos de colegial, mas que eu me diverti, eu me diverti! Meu lema era seguido à risca: you can always re-take a class, but you can never re-live a party! Algo assim...
Do Anglo, já vim para São Paulo. Tá certo que voltei pra Sorocaba depois, por 5 anos, mas aí eu já estava desvairada, tanto que voltei pra cá.
Nos anos que passei em Sorocaba moramos numa chácara, onde meus pais moram até hoje. Cresci cheia de cachorros, rodeada de verde e de vizinhos queridos, que também estudavam no Véritas e depois no Anglo. Íamos e voltávamos juntos todos os dias. Aliás, estudávamos na mesma escola, tínhamos o mesmo dentista, pediatra etc. Parecíamos um bloco. E eu adorava. Hoje cada um está para um lado, mas sabemos que somos um pedacinho da Vivenda.
Está certo que durante a adolescência eu detestava morar na chácara, porque ninguém passava por lá, ninguém me dava carona e eu achava que nunca iria arranjar um namorado que gostasse de mim o suficiente pra ir até lá me ver.
Por isso, eu passava mais tempo na casa das amigas "na cidade" do que na minha própria casa. E ia a pé de um lado pro outro, rodando a cidade toda. Eram tardes no clube ou na casa de um e de outro. Às vezes nos reuníamos na casa de alguém, em plena tarde de segunda, e quando víamos estávamos lá em 40 pessoas! Ô coisa boa...apesar dos meus pais não concordarem, pois queriam que eu passasse mais tempo estudando.
Nas noites de sábado, íamos para a Boatinha do Ipanema. Hoje fico pensando: devia caber uma 100 pessoas lá! E eram sempre os mesmos, mas todo sábado era aquela ansiedade pra saber quem ia na Boatinha!!! E se alguém não ia, era aquele mistério: pra onde tinha ido? Como ousava não aparecer na Boatinha???
As tardes de domingo eram passadas na La Basque ou na Doceria Ciça. O mesmo povo que estava na Boatinha no sábado estava lá no domingo, mas sempre tinha uma novidade. Sempre tínhamos o que falar e do que rir.
Esse final de semana, enquanto estive lá, lembrei de muita coisa e fiquei feliz por ter tantas histórias felizes na memória, mas hoje, quando cheguei em casa cedinho, antes de ir pro trabalho, tive a sensação de voltar pro meu lugar. Não foi sem um pouco de tristeza que eu percebi que a vida muda, muda mesmo. Muitas vezes sem a gente se dar conta. Muitas vezes, sem mesmo a gente querer.
Meus pais foram de São Paulo para Sorocaba quando eu tinha uns 6 meses, portanto, sou mais sorocabana do que paulistana, apesar de que durante a adolescência eu adoraaaaaava falar que era de São Paulo, capital! Adolescência, né?
Na verdade, acho que eu e minha família passamos a maior parte das nossas vidas na Castelo Branco: Sorocaba-SP-Sorocaba-SP-Sorocaba-SP-Sorocaba....como disse um dia meu dentista: "cêis vão pra São Paulo como se fossem pra hóóórta".
Fui muito feliz em Sorocaba. Meus grandes amigos até hoje são de lá, apesar de não morarem mais na cidade. Mas foi lá que aprendi o que são laços de amizade, ou melhor, nós de amizade!
Estudei no mesmo colégio dos 9 meses de idade até os 14 anos. O colégio era pequeno e todo mundo se conhecia: alunos, pais de alunos, professores e funcionários. A minha sensação era mesmo de uma grande família. Várias professoras foram mesmo minhas confidentes: souberam do primeiro amor, primeiro beijo, primeira dor. Várias me deram conselhos.
O Colégio Véritas me viu chegar de fralda, com uma mãe desesperada por deixar sua única filhinha na escola, acompanhou a chegada e o crescimento dos meus irmãos, e 14 anos depois me viu sair com dor no coração. A maior parte dos meus colegas teve a mesma trajetória.
Vários professores moram até hoje no meu coração: Dona Ângela (Português), Maraísa (História), Hosana (professora da segunda série), Dona Marília (ccordenadora pedagógica), Valéria (Matemática). E tinha também o Leco e a Jane da cantina, que faziam um misto quente inigualável!
Do Véritas fomos todos para o Anglo. Foram, com certeza, os anos mais divertidos da minha vida. Eu não estudei nada de nada nesses 3 anos de colegial, mas que eu me diverti, eu me diverti! Meu lema era seguido à risca: you can always re-take a class, but you can never re-live a party! Algo assim...
Do Anglo, já vim para São Paulo. Tá certo que voltei pra Sorocaba depois, por 5 anos, mas aí eu já estava desvairada, tanto que voltei pra cá.
Nos anos que passei em Sorocaba moramos numa chácara, onde meus pais moram até hoje. Cresci cheia de cachorros, rodeada de verde e de vizinhos queridos, que também estudavam no Véritas e depois no Anglo. Íamos e voltávamos juntos todos os dias. Aliás, estudávamos na mesma escola, tínhamos o mesmo dentista, pediatra etc. Parecíamos um bloco. E eu adorava. Hoje cada um está para um lado, mas sabemos que somos um pedacinho da Vivenda.
Está certo que durante a adolescência eu detestava morar na chácara, porque ninguém passava por lá, ninguém me dava carona e eu achava que nunca iria arranjar um namorado que gostasse de mim o suficiente pra ir até lá me ver.
Por isso, eu passava mais tempo na casa das amigas "na cidade" do que na minha própria casa. E ia a pé de um lado pro outro, rodando a cidade toda. Eram tardes no clube ou na casa de um e de outro. Às vezes nos reuníamos na casa de alguém, em plena tarde de segunda, e quando víamos estávamos lá em 40 pessoas! Ô coisa boa...apesar dos meus pais não concordarem, pois queriam que eu passasse mais tempo estudando.
Nas noites de sábado, íamos para a Boatinha do Ipanema. Hoje fico pensando: devia caber uma 100 pessoas lá! E eram sempre os mesmos, mas todo sábado era aquela ansiedade pra saber quem ia na Boatinha!!! E se alguém não ia, era aquele mistério: pra onde tinha ido? Como ousava não aparecer na Boatinha???
As tardes de domingo eram passadas na La Basque ou na Doceria Ciça. O mesmo povo que estava na Boatinha no sábado estava lá no domingo, mas sempre tinha uma novidade. Sempre tínhamos o que falar e do que rir.
Esse final de semana, enquanto estive lá, lembrei de muita coisa e fiquei feliz por ter tantas histórias felizes na memória, mas hoje, quando cheguei em casa cedinho, antes de ir pro trabalho, tive a sensação de voltar pro meu lugar. Não foi sem um pouco de tristeza que eu percebi que a vida muda, muda mesmo. Muitas vezes sem a gente se dar conta. Muitas vezes, sem mesmo a gente querer.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
E chegou mais um final de semana
Estou deixando o escritório, depois de uma corrida ao Fórum Central (eca! eca! eca!).
Na volta, parei na Livraria Cultura do Cjo. Nacional e comprei mais um livrinho, claro!
Pretendo dar uma volta com os cachorros, ver um pouco de novela pra pensar em nada e ficar lendo até pegar no sono, já que estarei sem o marido, que viajou hoje e ficará 10 dias fora. Snif, snif, snif...
Preciso estudar contabilidade nesse final de semana, para a prova que terei na próxima quinta. Dai-me paciência, ó Pai!!!!
Mas quero ver minhas sobrinhas, que não vejo há 10 dias e devem estar bem diferentes já. Também quero ver meus pais, meus irmãos e minha tia.
E quero ir até Sorocaba, para onde não vou há meses! Bom, vou ter que estudar em Sorocaba, se eu realmente for.
Bom, o previsto está aí. Vamos ver qual será o realizado na segunda.
Na volta, parei na Livraria Cultura do Cjo. Nacional e comprei mais um livrinho, claro!
Pretendo dar uma volta com os cachorros, ver um pouco de novela pra pensar em nada e ficar lendo até pegar no sono, já que estarei sem o marido, que viajou hoje e ficará 10 dias fora. Snif, snif, snif...
Preciso estudar contabilidade nesse final de semana, para a prova que terei na próxima quinta. Dai-me paciência, ó Pai!!!!
Mas quero ver minhas sobrinhas, que não vejo há 10 dias e devem estar bem diferentes já. Também quero ver meus pais, meus irmãos e minha tia.
E quero ir até Sorocaba, para onde não vou há meses! Bom, vou ter que estudar em Sorocaba, se eu realmente for.
Bom, o previsto está aí. Vamos ver qual será o realizado na segunda.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
PQP!!!!!!!!
Alguém mais odeia, mas odeia mesmo, esse Windows Vista???????? Depois que comprei um notebook que já veio com esse Vista minha vida piorou!
Eu sou um anta tecnológica, é verdade, mas não pode ser só antice minha! Nada funciona como antes...N-A-D-A.
Estou espumando de raiva. É sério! E o problema é que esse notebook vai acabar virando uma coisa despedaçada na parede. Nem dormir eu vou conseguir, tamanha a minha irritação.
Quero meu computador e minha vida de antes.
Eu sou um anta tecnológica, é verdade, mas não pode ser só antice minha! Nada funciona como antes...N-A-D-A.
Estou espumando de raiva. É sério! E o problema é que esse notebook vai acabar virando uma coisa despedaçada na parede. Nem dormir eu vou conseguir, tamanha a minha irritação.
Quero meu computador e minha vida de antes.
Ditadura na era do conhecimento
Acabei de chegar da aula e estava lendo uns blogs enquanto crio coragem para tomar banho. Tanta gente escrevendo tanta coisa inteligente, divertida, interessante...e eu sem a menor inspiração (ou leia-se talento?).
Fato é que estou cansada. Mentalmente cansada. Quero ler tudo, entender tudo, saber tudo e quando vejo estou assinando trocentas revistas, jornais e sites. Estou me inscrevendo em cursos e palestras, ouvindo notícias no rádio e comprando muito mais livros do que eu poderei ler em duas ou três vidas. Isso mencionando apenas o conhecimento ligado à minha profissão. Ou seja, são revistas, jornais, sites e livros jurídicos. Hoje mesmo pedi num sebo um livro sobre interpretação da lei e dos negócios jurídicos de um jurista italiano. Bárbaro! Mas quando conseguirei ler essa raridade?
Mas o Direito não está sozinho, então tenho que entender de economia, contabilidade, administração, sociologia, psicologia etc etc etc. "O conhecimento é uno", dizem alguns, mas nessa unicidade a cabeça da cabeção da Luciana (como diz minha amiga Lelê) pira!
E tem ainda que sobrar espaço para literatura, para o cinema e para a música, tão essenciais para a minha sobrevivência.
E tem que existir um tempo para os amigos, para o marido, para a família, para os cachorros.
E o dolce far niente?
Non lo so.
A ditadora que existe em mim (e olha que ela manda bem pra c......!) não me deixa pensar ou fazer nada, nem mesmo aos domingos.
Fato é que estou cansada. Mentalmente cansada. Quero ler tudo, entender tudo, saber tudo e quando vejo estou assinando trocentas revistas, jornais e sites. Estou me inscrevendo em cursos e palestras, ouvindo notícias no rádio e comprando muito mais livros do que eu poderei ler em duas ou três vidas. Isso mencionando apenas o conhecimento ligado à minha profissão. Ou seja, são revistas, jornais, sites e livros jurídicos. Hoje mesmo pedi num sebo um livro sobre interpretação da lei e dos negócios jurídicos de um jurista italiano. Bárbaro! Mas quando conseguirei ler essa raridade?
Mas o Direito não está sozinho, então tenho que entender de economia, contabilidade, administração, sociologia, psicologia etc etc etc. "O conhecimento é uno", dizem alguns, mas nessa unicidade a cabeça da cabeção da Luciana (como diz minha amiga Lelê) pira!
E tem ainda que sobrar espaço para literatura, para o cinema e para a música, tão essenciais para a minha sobrevivência.
E tem que existir um tempo para os amigos, para o marido, para a família, para os cachorros.
E o dolce far niente?
Non lo so.
A ditadora que existe em mim (e olha que ela manda bem pra c......!) não me deixa pensar ou fazer nada, nem mesmo aos domingos.
domingo, 6 de abril de 2008
Medo!!!
Está nos jornais, nas revistas, na TV e nas rádios: está nascendo um novo bairro privativo em São Paulo. A promessa: casas sem muros, prédios sem grades, namoro na frente de casa e muito mais.
É lindo, mas confesso que tenho um pouco de medo do futuro. Bairro privativo???
É lindo, mas confesso que tenho um pouco de medo do futuro. Bairro privativo???
PALMAS!
Para o Sérgio Augusto, pela coluna de hoje no jornal O Estado de São Paulo.
Eu não gosto de ler e ver fotos retratando qualquer forma de crueldade contra animais, por pura covardia mesmo. Como se essas coisas não existissem se eu não tomasse conhecimento.
Mas hoje, não sei por qual razão, apesar da foto da foquinha no jornal, eu li a coluna do Sérgio Augusto. Não sem dor no coração, não sem MUITA dor no coração, mas fui até o ponto final.
E saber que alguém, com o espaço que o Sérgio Augusto tem, decide aproveitá-lo para denunciar o maior predador do planeta, me encheu de esperança.
Eu não gosto de ler e ver fotos retratando qualquer forma de crueldade contra animais, por pura covardia mesmo. Como se essas coisas não existissem se eu não tomasse conhecimento.
Mas hoje, não sei por qual razão, apesar da foto da foquinha no jornal, eu li a coluna do Sérgio Augusto. Não sem dor no coração, não sem MUITA dor no coração, mas fui até o ponto final.
E saber que alguém, com o espaço que o Sérgio Augusto tem, decide aproveitá-lo para denunciar o maior predador do planeta, me encheu de esperança.
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