sexta-feira, 29 de junho de 2007

Triste

De tanto ficar no trânsito eu deveria é trabalhar na CET...mas, enfim, hoje eu estava parada na Avenida Bandeirantes, bem na hora do "rush", se é que isso ainda existe em São Paulo, e no meio da confusão vi um carro quebrado com uma mulher desesperada dentro. Como eu não andava nem pra frente nem pra trás, me deu uma vontade louca de ajudar, mas a gente chegou a um nível de insegurança que eu já imaginei a pobre da mulher me apontando uma arma no momento em que eu fosse oferecer a ajuda. E ainda visualizei seu sorriso me dizendo "bobinha".

Fiquei triste de ter pensado isso, mas não parei. Triste, não?

Um comentário:

Murillo diMattos disse...

É isso é muito triste. O mesmo acontece aqui no Rio. E a tal pratica da gentileza urbana fica renegada ao esquecimento. É o preço que pagamos nos grandes centros... medo por medo... insegurança por insegurança. Mas tenho fé em Deus que um dia isso tudo melhore, não por vontade dos que causam isso, mas sim por alguma força embutida em nós, que ainda se aflige por situações assim. Um abraço e continue com sua sensibilidade, quem sabe esse não é o caminho?!